AGT avança em diálogo internacional para desenvolver Passaporte Genético Digital Global

Iniciativa aproxima Brasil, Canadá e Paquistão em projeto voltado à rastreabilidade e valorização de ativos genéticos
A AG Genetics Token — AGT, iniciativa ligada à AG Agropecuária, iniciou uma nova etapa em sua estratégia de expansão internacional. A empresa está em diálogo com a GR-Tech, companhia de tecnologia sediada no Canadá e com operações de desenvolvimento no Paquistão, para avaliar uma parceria voltada ao desenvolvimento do Passaporte Genético Digital Global.
A proposta é criar uma solução digital capaz de organizar informações essenciais sobre ativos genéticos e biológicos, reunindo dados de identidade, origem, procedência, documentação técnica, rastreabilidade e integridade dos registros.
A aproximação entre as empresas prevê a análise de um Memorando de Entendimento — MOU, documento que estabelece as bases iniciais de cooperação entre organizações. A partir dele, AGT e GR-Tech poderão definir os próximos passos técnicos e estratégicos para transformar o conceito do passaporte em uma plataforma com alcance internacional.
Para a AGT, o projeto nasce de uma necessidade cada vez mais presente no mercado: tornar os ativos genéticos mais compreensíveis, confiáveis e verificáveis. Em setores como genética bovina, reprodução animal e biotecnologia aplicada ao agronegócio, não basta apenas possuir um ativo de alto valor. É preciso também apresentar, de forma clara, as evidências que sustentam esse valor.
Segundo Vilton Lima, cofundador da AG Genetics Token — AGT e representante da AG Agropecuária, a parceria em estudo pode ampliar a dimensão internacional do projeto.
“Estamos estudando uma colaboração com a GR-Tech para o desenvolvimento global do Passaporte Genético Digital. A AGT nasceu para organizar melhor a identidade e a rastreabilidade dos ativos genéticos, e essa aproximação com uma empresa de tecnologia com base internacional pode fortalecer muito essa visão”, afirma Vilton Lima.
Para Clesio Landini, cofundador da AG Genetics Token — AGT, o diálogo com a GR-Tech sinaliza um avanço importante na estratégia de expansão global da iniciativa.
“A AGT está dando um passo consistente na direção de uma presença internacional. O Passaporte Genético Digital Global foi pensado para organizar e fortalecer a confiança em torno dos ativos genéticos e biológicos, e isso faz sentido em qualquer mercado que valorize identidade, procedência e rastreabilidade. Por isso, vejo essa aproximação como parte de uma estratégia maior de posicionamento global da AG Genetics Token”, destaca Landini.
O Passaporte Genético Digital Global não tem a proposta de substituir laudos, certificados ou documentos técnicos já utilizados pelo setor. A ideia é organizar essas informações em uma camada digital, de fácil leitura e verificação, permitindo que compradores, investidores, parceiros técnicos e instituições tenham acesso a um conjunto mais claro de evidências sobre cada ativo.
Na prática, a solução poderá funcionar como uma espécie de identidade digital ampliada. Um embrião, animal, material genético ou ativo biológico deixaria de ser apresentado apenas por documentos isolados e passaria a contar com uma estrutura mais organizada de informações, reunindo procedência, histórico, registros técnicos e mecanismos de verificação.
A GR-Tech atua no desenvolvimento de software, tecnologia e soluções digitais. A empresa informa ter sede no Canadá e estrutura operacional e de desenvolvimento no Paquistão, o que reforça o caráter internacional da possível cooperação.
A iniciativa da AGT também acompanha uma tendência mais ampla: o uso de tecnologias digitais para dar mais segurança e transparência a cadeias produtivas complexas. No caso dos ativos biológicos, esse movimento ganha ainda mais relevância, porque a confiança depende diretamente da qualidade das informações disponíveis sobre origem, linhagem, documentação e rastreabilidade.
O uso de blockchain para registro e acompanhamento de materiais genéticos e biológicos já aparece em iniciativas internacionais. A lógica é simples: criar registros verificáveis, capazes de reforçar a integridade das informações e reduzir dúvidas sobre a trajetória de determinado ativo.
No caso da AGT, a aplicação está direcionada ao agronegócio e à valorização de ativos genéticos de alto padrão. A proposta é contribuir para que informações técnicas importantes sejam apresentadas de forma mais clara, organizada e confiável, especialmente em negociações que envolvem mercados distantes, compradores internacionais e ativos de maior valor agregado.
A possível parceria entre AGT e GR-Tech marca, portanto, uma etapa importante na transformação do Passaporte Genético Digital Global em uma solução tecnológica com visão mundial. Ao conectar Brasil, Canadá e Paquistão em torno de um mesmo projeto, a iniciativa reforça uma percepção cada vez mais evidente: na nova economia dos ativos biológicos, valor não está apenas na genética em si, mas




