FCCE sinaliza apoio ao Passaporte Genético Digital da AGT
Iniciativa aproxima tecnologia, pecuária de alto valor genético e comércio exterior em uma nova agenda de confiança para o agronegócio brasileiro.

A Federação das Câmaras de Comércio Exterior — FCCE sinalizou apoio à iniciativa do Passaporte Genético Digital, desenvolvido no âmbito da AGT — AG Genetics Token. A proposta reúne tecnologia, rastreabilidade e segurança documental para valorizar a genética bovina brasileira, especialmente em operações que envolvem animais, embriões e materiais genéticos de alto valor.
A iniciativa do Passaporte Genético Digital foi apresentada à presidência da FCCE – Dr. Adair Roberto Carneiro – por Vilton Lima, liderança ligada ao agronegócio e com atuação institucional em conselhos empresariais e relações comerciais. A conversa abriu espaço para aproximar o projeto de um ambiente importante para o comércio exterior brasileiro, formado por câmaras, empresários e lideranças que atuam na conexão do Brasil com outros mercados.
Para a AGT, a sinalização positiva da Federação representa um passo relevante. Não apenas pelo peso institucional da FCCE, mas porque o tema da rastreabilidade vem ganhando cada vez mais importância nas relações comerciais. No agro, especialmente quando se trata de genética, a informação precisa ser clara, organizada e segura.
Passaporte Genético Digital fortalece a rastreabilidade da genética bovina
O Passaporte Genético Digital da AGT nasce justamente para responder a essa necessidade. A ideia é reunir, em um ambiente digital, os principais dados sobre origem genética, certificados, registros laboratoriais, histórico reprodutivo, documentos técnicos e informações associadas a animais, embriões e outros materiais genéticos.
Um exemplo dessa aplicação já pode ser observado no caso do primeiro Wagyu Kuroge com Passaporte Genético Digital da AGT, que demonstrou como a documentação digital pode ajudar a valorizar origem, linhagem e rastreabilidade em animais de alta relevância genética.
Esses documentos podem ser protegidos por recursos criptográficos e registrados em blockchain, criando uma camada adicional de verificação. Na prática, isso permite conferir se um arquivo continua igual à versão originalmente registrada. Se alguém alterar o documento depois, mesmo que em um detalhe pequeno, a diferença pode ser identificada.
Esse tipo de segurança é especialmente importante em negócios que envolvem genética bovina. Um animal de alto valor não carrega apenas peso produtivo. Ele carrega história, linhagem, investimento, reputação e expectativa de resultado. Por isso, a documentação que acompanha esse animal precisa estar à altura do valor que ele representa.
A iniciativa vem sendo construída a partir da atuação conjunta de Clesio Landini e Vilton Lima. Vilton Lima atua na articulação institucional, aproximando o projeto de lideranças do setor produtivo, entidades empresariais e ambientes ligados ao comércio exterior. Clesio Landini contribui com a estruturação conceitual, estratégica e tecnológica da iniciativa, conectando rastreabilidade, blockchain, governança de dados e inovação aplicada ao agronegócio.
No comércio exterior, esse tipo de solução pode fazer diferença. Quando um comprador avalia um animal, um embrião ou determinado material genético, especialmente em uma operação internacional, não basta receber uma declaração de origem ou um conjunto de arquivos soltos. É preciso ter documentação organizada, histórico verificável e segurança sobre a integridade das informações.
A aproximação entre a FCCE e o Passaporte Genético Digital reforça esse caminho. Ao levar o Passaporte Genético Digital para o ambiente das câmaras de comércio exterior, a AGT amplia as possibilidades de diálogo com mercados, associações, investidores e instituições interessadas em soluções capazes de dar mais segurança às transações do agro brasileiro.
O Brasil já é reconhecido pela força de sua pecuária e pela qualidade de seus produtores. Agora, precisa avançar também na forma como organiza e apresenta seus dados. A genética bovina brasileira tem valor, mas esse valor cresce quando vem acompanhado de documentação confiável, rastreável e fácil de verificar.
O projeto também conversa com a visão mais ampla do Do Sal ao Solo, que entende o agronegócio como um sistema integrado. Solo, nutrição animal, genética, manejo, produtividade, sustentabilidade e informação fazem parte da mesma lógica. Produzir melhor também significa registrar melhor, comprovar melhor e comunicar melhor.
Mais do que uma ferramenta digital, o Passaporte Genético Digital propõe uma nova forma de organizar a confiança no agro. Ele transforma documentos dispersos em informação estruturada. Transforma registros técnicos em ativos verificáveis. E ajuda a transformar genética em patrimônio rastreável.
Em um mercado cada vez mais exigente, origem e transparência não são detalhes. São parte do valor.
O Passaporte Genético Digital nasce com essa missão: proteger a informação, valorizar a genética bovina e contribuir para que o Brasil avance na rastreabilidade aplicada ao agronegócio.
Sobre os autores
Clesio Landini é professor, pesquisador, consultor e coidealizador do projeto Do Sal ao Solo. Atua na integração entre estratégia, inovação, inteligência artificial, rastreabilidade, blockchain e governança aplicada ao agronegócio.
Vilton Lima é liderança institucional ligada ao agronegócio, com atuação em conselhos empresariais, relações comerciais, sustentabilidade, valorização da genética animal e desenvolvimento produtivo.




